
De norte a sul, de leste a oeste, conheça um pouco das 25 experiências de trabalho realizadas em todo o país e apresentadas pelos professores-autores no seminário da Olimpíada.
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Um leitor real para os textos
Muitos estudantes expressavam suas ideias oralmente com muita facilidade, mas consideravam a escrita tarefa árdua e penosa. Hoje, posso entender essas resistências com base na análise das condições artifi ciais de produção, caracterizadas pela ausência de um leitor real para os textos, além do professor.
Edileia Batista Oliveira, Jaru (RO)
Pequenas histórias, grandes escritores
A imaginação vai além, surgem histórias surpreendentes, inacreditáveis, que foram impressas no livro Pequenas histórias, grandes escritores. Assim, os textos escritos pelos alunos serão divulgados na comunidade estudantil, incentivando outros leitores a se deliciarem com suas histórias.
Josué Pereira de Lima, Santana (AP)
Ouvir, ler e escrever histórias
Queria sensibilizar os alunos para a valorização do conto como patrimônio imaterial da humanidade. Ressaltei a importância do conto para a literatura e para os povos, chamando a atenção para a importância do contar, do gosto natural que o ser humano tem por histórias.
Gercilene Vale dos Santos, Macapá (AP)
Contos de mistério
Após a análise cuidadosa das primeiras versões produzidas pelos alunos, verifi quei algumas difi culdades tanto em relação ao gênero quanto no que diz respeito à pontuação. Para fazê-los refl etir sobre a questão, apresentei, sem nenhuma pontuação, o conto “Medo”, de Cora Coralina. Pedi aos alunos que ouvissem o áudio do conto e observassem a entonação da leitura para então pontuar o texto.
Marclei da Gama Sanches, Breves (PA)
Janelas abertas às notícias
Antes de escreverem a reportagem, os alunos visitaram o Jornal do Tocantins. Na conversa com os jornalistas, descobriram como as notícias são escritas, editadas e publicadas, o processo pelo qual passa o fato ocorrido até sua publicação. Aos poucos, alguns textos dos alunos começaram a ser publicados no jornal de domingo. Era visível o orgulho das crianças ao verem seus textos impressos.
Maria Antônia Almeida Costa, Palmas (TO)
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Como se conta um conto?
Conversei com os alunos sobre o prazer de escrever histórias e lancei a ideia de divulgação dos contos em todo o ambiente escolar. Assim nasceu, então, o projeto “Como se conta um conto?”. Trabalhei as características do texto narrativo, tipos de narradores, descrição de personagens e ambientes, e como se dá o discurso.
Mirian Hammas, Rio Brilhante (MS)
Carta pessoal versus mensagens eletrônicas
Expliquei aos alunos como se caracterizam e a fi nalidade das cartas pessoais e a sua relação com as mensagens eletrônicas. Levei para sala modelos de cartas, pedi que observassem a estrutura, a linguagem, o tipo de composição, o contexto de circulação, o uso dos pronomes pessoais nesse tipo de discurso, as diferenças com as mensagens eletrônicas (e-mails).
Patrícia Nara da Fonseca Carvalho, Goianésia (GO)
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A magia do conto
Escrever um conto maravilhoso. Que tivesse um herói, um vilão, desafi os, elementos mágicos, castelos, princesas, bruxas etc. Um conto para emocionar. Era a oportunidade que eu tinha de ver de perto a real condição daquelas turmas. Os primeiros rascunhos foram surgindo. Orientei os alunos, individualmente, na reescrita do conto.
João Amauri Palhano, Ponta Grossa (PR)
A circulação social da reportagem
Escolhi trabalhar com a reportagem por ser um gênero de enorme circulação social, presente no cotidiano dos alunos. Preparei uma sequência didática articulando a produção de textos com leitura e oralidade
Claudimir Ribeiro, Vargem Bonita (SC)
Contar encanta
Uma das histórias do entrevistado que encantou os alunos foi quando ele narrou o rigor militar da época em que serviu no Exército. Ele também falou sobre a grade curricular do tempo em que se estudavam quatro línguas: latim, português, francês e inglês. Depois da entrevista, escrevemos coletivamente as lembranças do professor.
Catia Mello da Silva Silveira, Rio Pardo (RS)
Luta pela terra
O trabalho com a reportagem foi uma das atividades planejadas nas aulas de língua portuguesa para ampliar a leitura, o estudo e a pesquisa sobre a luta pela terra. Artigos de jornais, sites, relatórios, fi lmes, palestras foram utilizados para ampliar o conhecimento do grupo sobre o tema, mobilizando-os para o exercício da autoria.
Lisiane Vandresen, Florianópolis (SC)
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Propaganda: jogo de palavras e sentidos
O que é propaganda? Qual seu público leitor? Onde é publicada? Para que serve? Trouxe diversos jornais, revistas, folhetos, cartazes para a sala de aula. Discuti com os alunos a linguagem (uso de verbos no imperativo, fi guras de linguagem, ambiguidade), a estrutura, a intencionalidade, a persuasão, o jogo de palavras e de sentidos.
Ana Lúcia Costa Guedes Silva, São Sebastião de Lagoa de Roça (PB)
Escrevendo cartas
Recolhi as duas primeiras produções e fiz a correção por meio de recados para os alunos. Alguns logo atenderam às exigências do gênero e da situação de produção; outros, porém, ainda necessitavam de mais leituras e de um novo direcionamento, pois muitas falhas foram recorrentes (tratamento dado ao interlocutor, tempos verbais, organização dos parágrafos, obediência à estrutura da carta e norma culta).
Enilda Cabral Barreto, Umbuzeiro (PB)
Carta argumentativa: ponte para o exercício da cidadania
A carta seria escrita para a autoridade máxima do Estado, reivindicando que a reforma da escola fosse concluída. De antemão, combinamos que ao fi nal seria escolhida, por votação, apenas uma carta para ser enviada ao governador: aquela que melhor representasse os anseios do grupo. Após escolhida, iríamos fazer a reescrita coletiva da carta.
Célia Farias A. Rocha, Malhada de Pedras (BA)
Tecendo contos: da leitura à escritura
Entre as diversas possibilidades de trabalho com narrativas – crônica, romance, novela – escolhi o gênero conto. A minha escolha justifi ca-se pelo fato de o conto apresentar todos os elementos importantes que compõem uma narrativa. Trata-se de um gênero breve com estrutura passível de ser analisada no curto tempo da aula.
Ionã Carqueijo Scarante, Nazaré (BA)
A voz do aluno
Elaboramos o texto coletivo, tomando como base as vozes dos alunos prejudicados com a falta do transporte escolar. Eles ditavam e eu escrevia no quadro, e todos interagiam muito bem. Quando um aluno me perguntou: “Professora, por que não temos aulas desse tipo mais vezes?”. Percebi o quanto a turma estava envolvida na escrita coletiva.
Lorenna Rodrigues de Novaes Sampaio, Cabrobó (PE)
Aluno: cidadão protagonista
Para que os alunos pudessem refl etir sobre sua atuação enquanto cidadão protagonista e formador de opinião, expliquei a eles como deveriam ser feitas as críticas e/ou argumentos consistentes em uma carta que tem por objetivo expor um problema para levá-lo ao conhecimento das autoridades competentes.
Manoel Joaquim da Silva, Macaparana (PE)
Correio da amizade
Defi nimos coletivamente o conteúdo da carta, organizamos uma lista com nomes e endereços dos alunos para os quais iriam escrever. Iniciamos a produção coletiva com um aluno reproduzindo-a no quadro e os demais em seu caderno. Fizemos a produção coletiva, relemos a carta em voz alta para uma última avaliação antes de enviá-la.
Maria Vioneide Linhares, Patu (RN)
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O tear da vida
Para motivá-los a escrever, levei livros em forma de diário para ler e explicar a importância desse gênero para registrar nossas vivências, desejos, emoções, sentimentos, ganhos e perdas. Lemos juntos O diário de Zlata e O diário de Anne Frank. Ao recolher os diários, observei que os alunos começaram com poucas linhas; depois de um mês, já estavam escrevendo bem mais.
Edinília Nascimento Cruz, Itacarambi (MG)
Cantigas e histórias
Resgatei as cantigas de roda, as brincadeiras, as histórias para conhecer o repertório dos alunos. Montei com eles um roteiro que possibilitasse um diálogo com os pais, avós e tios em que compartilhassem experiências e lembranças. Quais as cantigas de roda preferidas? Quem lhe ensinou a cantá-la? Onde costumava brincar com as cantigas?
Ana Paula de Souza Ponso, São Paulo (SP)
Do gosto pela leitura e da influência à leitura do outro
É verdade que há muitos caminhos para a entrada dos jovens no mundo da leitura: o acesso solitário a uma biblioteca, a infl uência de algum adulto leitor, da mídia, e por que não de um amigo leitor? Lemos diversas sinopses e discutimos as características do gênero. Pedi a cada um deles que escolhesse um livro lido e apreciado para fazer uma indicação numa breve sinopse para publicar em nosso blog: .
Flaviana Fagotti Bonifácio, Limeira (SP)
Jornal da escola
Aproveitando as notícias que trouxeram para a sala, estudamos os recursos característicos desse gênero textual como: o uso do tempo presente na manchete, o lide, a predominância dos substantivos concretos, a atenção para a informação geral – que não é resumo, é destaque –, as funções de linguagem nos títulos, um glossário de termos técnicos do jornalismo impresso etc.
Marta Aparecida de Castro, Cândido Mota (SP)
Contos: painéis da vida urbana
Para mostrar a importância de criar o cenário, pedi que identifi cassem quantos parágrafos o escritor utilizou só para fazer a ambientação do conto, qual a classe de palavras mais utilizada para isso e a cronologia da exposição dos elementos descritivos para dar veracidade aos fatos.
Mônica Aparecida de Oliveira Cruz, Uberaba (MG)
Sabedoria popular
A contação de história faz parte da tradição, é um aspecto marcante da identidade dos moradores do campo. Assim, abri espaço na sala de aula para o imaginário infantil, as narrativas populares, as histórias e os causos do povo. Convidei duas moradoras da comunidade para serem entrevistadas, relembrarem histórias guardadas na memória.
Marciane Aparecida Costa Silva Pereira, Janaúba (MG)
Liberdade crônica
Os alunos pesquisaram os grandes cronistas brasileiros e os capixabas. Fizeram leituras de escritores consagrados como Rubem Braga, Luís Fernando Veríssimo, Moacir Scliar, entre outros. Também foi organizada uma palestra e debate com um cronista local, acostumado a captar cenas do cotidiano que às vezes passam despercebidas.
Yves Figueiredo de Oliveira, Cariacica (ES)
Revista Na Ponta do Lápis
Ano VII
Número 18
Dezembro de 2011
